quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

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Estava tão acostumada com o sol, que hoje qualquer garoa me assusta.
Acho engraçado roubarem doce de criança, mas quando a criança era eu, eu não encontrava graça alguma.
Menti tanto - por desespero, desejo, intenção...
Que hoje tenho medo da mentira, e imagino que ela tenha pernas, e tente me alcançar.
Com a idade que tenho, não possuo nem a metade do que eu possuía nas brincadeiras de casinha...
Eu era tão feliz e não sabia...
Abandonei pessoas que me faziam mal, me sinto mal por isso.
Há quem me machuque bem mais, mas não consigo abandonar.
Sou manteiga derretida, mas estou na geladeira.
Endurecida.
Sempre quis minha liberdade e hoje mal saio em meu portão.
Quero descobrir o mundo, mas vez ou outra me tranco dentro de mim e não saio por nada.
Faça o sol que for, eu só escuto trovoada...
Fico ali...
Dentro de mim, confesso, é onde me sinto mais confortada.
Volta e meia brigo comigo
Volta e meia me desejo e ninguém sabe...
Estive um tempo conversando comigo, cheguei a conclusão de que não tenho assunto.
Então fiquei assim...
Tão carente de mim.
Que já nem sei se estou aqui dentro ou do lado de fora.
São tantos nós que desisti de me encontrar...
Tanta marca que nem sei de onde vem...
Mas que eu sei, nunca sairão.
Pouco a pouco vejo retomar o sol, abro a janela e percebo que era o poste.
Já é noite. Não há sol...
Anoiteceu!
Em mim ou lá fora?

Um comentário:

  1. Arrazouuuu³
    Também, minha irmã né...
    É só refletir que todos irão entender!
    Um abraço á todos!

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